6 passos para evitar um trabalho Frankenstein em sua agência

“É pra ontem”, “coloca outra fonte”, “tenta outra cor”, “troca a imagem”, “chega esse bloco mais para o lado”… São pedidos assim, simples, mas às vezes drásticos, que conduzem a relação design – cliente. Há dificuldade nas duas pontas, por isso, prezar por uma comunicação direta, sem ruídos, e uma boa dose de paciência e jogo de cintura nunca são demais.

Quem já esteve do lado de quem cobra sabe como é complicado se fazer entender para quem, muitas vezes, acha que já entende tudo. E do outro lado, por sua vez, há o sinuoso caminho entre o que é o “certo” e o que é a demanda. O meio termo é a busca constante de todo profissional preocupado com a qualidade final do seu trabalho.

Se você está do lado de quem contrata e nunca ouviu uma certa relutância por parte do profissional/empresa que lhe atende, acredite, há algo errado. Numa relação em que ambos os lados estão comprometidos com o melhor resultado, essa discussão é sadia e necessária. É obrigação do designer/agência orientar nos momentos certos, indicar que esse ou aquele não são os melhores caminhos e, mais importante, apresentar novas ideias e soluções. Da mesma forma, o contratante, quando certo de suas diretrizes, precisa tentar se fazer compreendido.

Artes finais bizarras, os chamados “Frankenstein”, são, antes de tudo, dificuldade de condução do processo criativo. Arquivos que sofreram dezenas de alterações são, geralmente, tempo perdido e retrabalho. Navegar por essas águas não é nada fácil, mas há algumas atitudes que podem melhorar sua produtividade:

1 – Ouça: às vezes, nos esquecemos que a primeira etapa é a mais importante de todas. Ouvir, perguntar, questionar e esmiuçar cada detalhe é essencial. Entender precisamente o que o cliente espera como resultado nos faz saber onde precisamos chegar e como superar suas expectativas.

2 – Registre: se possível, resuma o que foi decidido antes de iniciar a produção e transmita ao cliente. Formato e características técnicas da peça, objetivo, prazo e o que foi entendido do briefing.

3 – Crie processos: Não há nada mais desgastante do que um vai-e-volta sem fim. Para isso não acontecer, é importante que as alterações sejam controladas e organizadas pelo cliente. O que acontece na prática é que, muitas vezes, quem conduz o contato com o designer/agência não decide sozinho ou simplesmente repassa as novas solicitações. É importante que essa pessoa saiba exatamente o que está sendo feito, no que estão trabalhando e organize esse conteúdo. Ela é a porta-voz de ambos os lados!

4 – Não trabalhe com dúvidas: se algo não ficou claro, se o documento que compila as informações que servem como base para seu trabalho estiver bagunçado ou se você simplesmente não entendeu algo pelo telefone, não perca tempo tentando acertar um tiro no escuro. Geralmente isso é perda de tempo.

5 – Avise sobre eventuais mudanças no que foi combinado: qualquer coisa que fuja do acordado deve ser notificado. Se um prazo não pode ser cumprido, explique-se e avise sobre o novo deadline. Se algo que parecia bom, na prática não funciona, explique. Enfim, transparência é sempre a melhor forma de conduzir as coisas.

6 – Fique satisfeito: em primeiro lugar, agradar o cliente. Mas tente ficar satisfeito também com o resultado final. Faça o melhor que puder para incluir esse material no seu portfólio e ter orgulho de apresentá-lo aos seus futuros clientes, aos seus amigos, à sua mãe. Em 100% dos casos, esses são os trabalhos bem sucedidos.

Pra encerrar com bom humor, relacionamos dois vídeos que tratam exatamente do tema que conversamos hoje.

Por Victor Gimenes