“Me dê sua força, Pégasus!”: quando um anime é capaz de ensinar sobre cooperação e motivação para as empresas


O novo álbum de figurinhas do Cavaleiros do Zodíaco lançado pela Panini e o anúncio do remake do anime homônimo por meio da Netflix talvez tenha reacendido – e despropositalmente – uma questão entre aqueles que, durante a infância, acompanharam essa febre mundial na extinta TV Manchete e hoje, adultos, trabalham no mundo dos negócios: por que faltam cooperação e motivação nas empresas?

Logo no início da série, vemos Seiya e os demais personagens masculinos sendo enviados para diferentes partes do mundo sem grandes explicações. Eles levavam consigo apenas a promessa de se tornarem cavaleiros caso sobrevivessem ao processo. Naturalmente que a notícia não foi bem recebida por todos e o treinamento forçado chegou, inclusive, a provocar a ira de alguns: Ikki de Fênix que o diga.

No contexto empresarial, quando os princípios da organização, as normas de comportamento esperadas e, sobretudo, a percepção do que contratado e contratante devem oferecer um ao outro não ficam claras, problemas no clima interno e na própria capacidade para o trabalho do colaborador hão de surgir, prejudicando o valor entregue ao cliente final.

É comum que as empresas, seja por pouca expertise ou mesmo vontade, demonstrem dificuldades na hora de planejar suas operações para uma socialização organizacional efetiva, a favor de um ambiente saudável que levaria à ótimas respostas interna e externamente.

Se o maior teste das organizações reside, portanto, na coordenação dos esforços de diferentes pessoas e das práticas que busquem satisfazê-las sem comprometer os interesses empresariais, como resolver essa intrincada questão?

Seiya e seus amigos, após o Torneio Intergalático em que “muita roupa suja foi lavada”, conseguiram dar a volta por cima e vencer inimigo atrás de inimigo ao praticarem verdadeiras estratégias de Endomarketing sem sequer saber o que é isso propriamente, tal como fazem muitas empresas (um fenômeno possível segundo Saul Bekin, Brum, Cerqueira e vários estudiosos da área).

Eles, os Cavaleiros do Zodíaco, entenderam que com transparência, conversa, ajuda mútua, humildade e concessão não existia desafio que não pudesse ser superado. Que todos eram partes fundamentais de um só quebra-cabeças. Nas organizações, para que se produza mais e melhor, a relação funcionário-empregador também precisa passar por essa via de mão dupla, em que cada um dos lados procura persuadir e adequar-se ao outro.


Assim, unidos em torno de uma mesma meta, Seiya e seus amigos triunfaram sobre templos, pilares e muralhas. Às vezes, o cotidiano das empresas exige em igual escala soluções para desafios hercúleos, principalmente o das agências de publicidade, conhecidas dentro e fora do meio comunicacional pelo alto volume de trabalho.

Por isso, para que não falte cooperação e motivação nas empresas, cabe a toda entidade apresentar a sua cultura, saber ouvir, permitir que opinem, que deem ideias, elogiar, corrigir no privado, ajudar quando solicitada e preparar, a priori, seus empregados, a ponto de integrar e despertar o comprometimento no trabalhador.

Somando forças, os Cavaleiros do Zodíaco trouxeram paz à Terra. Nós da Visana infelizmente ainda não atingimos o sétimo sentido, mas a consciência de que podemos juntos colaborar para uma sociedade mais empática e preocupada com o próximo já conquistamos, não é à toa que aqui, entre líderes e liderados, as portas estão sempre abertas.

Por Kauê Oliveira